O que é o ecodoppler de carótidas e vertebrais?
O ecodoppler de carótidas e vertebrais é o exame que avalia as quatro artérias do pescoço responsáveis pela circulação do cérebro. As duas carótidas sobem pelos lados do pescoço e se dividem em carótida interna, que vai ao cérebro, e externa, que irriga a face. As duas vertebrais sobem por dentro das vértebras da coluna cervical.
O MedlinePlus (abre em nova aba) descreve o doppler de carótidas como um ultrassom que mostra como o sangue flui nessas artérias e que pode detectar trombose, estreitamento (estenose) e outras causas de bloqueio. Na prática, o ponto mais estudado é a bifurcação, onde a carótida se divide e onde as placas costumam se formar.
A importância está na prevenção. A SBACV (abre em nova aba) explica que a estenose de carótida, causada pela aterosclerose, pode passar anos sem sintomas e se manifestar já como AVC isquêmico. Encontrar a placa antes permite tratar os fatores de risco e, em casos selecionados, operar ou colocar stent.
Quem deve fazer doppler de carótidas?
O doppler de carótidas é pedido para quem teve AVC ou ataque isquêmico transitório (sintomas de AVC que somem em minutos ou horas), para quem tem sopro no pescoço auscultado pelo médico e para acompanhar uma placa conhecida ou uma cirurgia na artéria. O tema é aprofundado no artigo sobre doença cerebrovascular extracraniana.
Também pode entrar na avaliação de pessoas sem sintomas com vários fatores de risco, como as descritas no check-up vascular. A decisão é individual e costuma considerar:
- Pressão alta, diabetes, colesterol elevado ou tabagismo de longa data.
- Doença arterial em outro território, como nas pernas ou no coração, ligada à aterosclerose.
- Avaliação antes de algumas cirurgias cardíacas, a critério da equipe.
- Diferença de pressão entre os braços, que pode indicar alteração na subclávia e no fluxo da vertebral.
- Controle depois de endarterectomia ou de stent na carótida.
Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, fala enrolada, alteração súbita da visão ou dor de cabeça forte e repentina podem ser AVC. O Ministério da Saúde (abre em nova aba) orienta ligar para o SAMU (192) ou ir a um hospital imediatamente. Não espere o exame agendado.
Precisa de preparo para o ecodoppler de carótidas?
Não. O ecodoppler de carótidas e vertebrais não pede jejum nem pausa de remédios. Prefira roupa de gola aberta e deixe em casa colares e brincos grandes. Mantenha os remédios para pressão, colesterol e para afinar o sangue como de costume, a menos que o médico oriente outra coisa.
Leve exames anteriores das carótidas, se tiver: a comparação com o resultado antigo mostra se a placa cresceu. Se já operou ou colocou stent, leve o relatório do procedimento, com a data e o lado tratado.
Como é feito o exame das carótidas e vertebrais?
O exame é feito dos dois lados do pescoço, nesta sequência:
- Você deita de costas, com um travesseiro baixo, e vira a cabeça levemente para o lado oposto ao examinado.
- O médico aplica gel e percorre o pescoço da clavícula até o ângulo da mandíbula, acompanhando a carótida comum até a bifurcação.
- Estuda a carótida interna e a externa, observa as placas e mede as velocidades nos pontos mais estreitos.
- Localiza as vertebrais entre as vértebras e verifica a direção do fluxo.
- Repete o processo do outro lado e compara os resultados.
Como o laudo calcula o grau de estreitamento?
O grau da estenose de carótida é estimado pela velocidade do sangue no ponto mais apertado, comparada com a de trechos sem doença: quanto mais estreita a artéria, maior a velocidade. O MedlinePlus (abre em nova aba) dá exemplos de resultados como 10%, 50% ou 75% de estreitamento e lembra que, em geral, quanto mais estreita a artéria, maior o risco de AVC.
Por que as vertebrais aparecem só em partes?
As artérias vertebrais correm por pequenos canais nas vértebras do pescoço. O osso bloqueia o ultrassom, e o médico vê a artéria nos espaços entre uma vértebra e outra. Por isso o exame informa sobretudo se o fluxo está presente e em que direção, e não detalhes de cada centímetro do vaso.
O que o laudo mostra e o que fazer com uma placa na carótida?
O laudo descreve, de cada lado, a presença de placa na carótida, seu aspecto (mais calcificada ou mais mole, regular ou irregular), o grau estimado de estreitamento e o sentido do fluxo nas vertebrais. Fluxo invertido na vertebral sugere estreitamento na subclávia do mesmo lado, investigado pelo ecodoppler arterial de membros superiores.
A conduta depende do grau e dos sintomas. O NHS (abre em nova aba) explica que estreitamentos leves costumam ser tratados com remédios e que a cirurgia para retirar a placa (endarterectomia) é considerada quando a artéria está mais de 50% estreitada, sobretudo em quem teve sintomas. O stent é outra opção, discutida no artigo sobre cirurgia endovascular.
O exame tem limites. O RadiologyInfo (abre em nova aba) aponta que o ultrassom é menos confiável no trecho mais profundo da carótida e para diferenciar uma artéria muito estreita de uma totalmente fechada, e placas calcificadas fazem sombra. Nesses casos, e antes de cirurgia, o médico pede angiotomografia ou angiorressonância. O exame também não avalia as artérias de dentro do crânio.
Onde fazer ecodoppler de carótidas e vertebrais em Águas Claras?
O ecodoppler de carótidas e vertebrais é feito na Angiomaster, no térreo do Albany Medical Center, Rua 5 Norte, Lote 3, Sala 2, em Águas Claras. Para quem acompanha uma placa, repetir os controles no mesmo serviço facilita comparar as medidas de um exame para o seguinte.
O exame pode ser agendado de segunda a sexta, das 8h às 20h, ou aos sábados, das 8h às 12h, e o laudo fica na área do paciente em resultados.clinicaangiomaster.com.br. Veja os demais exames na página de ecodoppler vascular, confira os convênios atendidos e agende pelo WhatsApp ou em marcar consulta.
Outros exames de ecodoppler na clínica
- Ecodoppler venoso de membros inferioresSem preparo
- Ecodoppler venoso de membros superioresSem preparo
- Ecodoppler arterial de membros inferioresSem preparo
- Ecodoppler arterial de membros superioresSem preparo
- Ecodoppler de fístula arteriovenosaSem preparo
- Ecodoppler de aorta e artérias ilíacasJejum de 8 horas
- Ecodoppler de aorta e artérias visceraisJejum de 8 horas
- Ecodoppler de aorta e artérias renaisJejum de 8 horas
Perguntas frequentes
Doppler de carótidas serve para prevenir AVC?
Sim, como parte da prevenção. O exame encontra placas antes que causem sintomas, o que permite tratar pressão, colesterol, diabetes e tabagismo e, em casos selecionados, retirar a placa. Ele não substitui o controle desses fatores de risco.
Tenho tontura, preciso fazer exame das carótidas?
Nem sempre. Tontura tem muitas causas, como alterações do labirinto, da pressão ou efeito de remédios, e o médico decide pelo exame clínico se o ecodoppler ajuda. Sintomas de AVC, como fraqueza de um lado do corpo ou fala alterada, são emergência e não devem esperar o exame.
Quem tem placa na carótida precisa operar?
Na maioria das vezes, não. Placas que estreitam pouco a artéria costumam ser tratadas com remédios e controle dos fatores de risco. A cirurgia ou o stent são considerados quando o estreitamento é importante, sobretudo se houve sintomas.
De quanto em quanto tempo repetir o ecodoppler de carótidas e vertebrais?
Depende do achado. Placas pequenas podem ser reavaliadas em intervalos maiores, e estreitamentos moderados ou o pós-operatório pedem controles mais próximos. O intervalo é definido pelo médico que acompanha você.
O exame das carótidas é feito com a cabeça virada?
Sim. Você fica deitado e vira a cabeça levemente para o lado oposto ao examinado, o que estica o pescoço e facilita a passagem do transdutor. A posição é mantida por pouco tempo de cada lado.
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