O que são vasinhos e veias reticulares?
Vasinhos são pequenos vasos dilatados logo abaixo da pele, vermelhos ou arroxeados, com desenho de teia de aranha ou de galhos de árvore. O nome técnico é telangiectasias, e no dia a dia eles também são chamados de microvarizes ou aranhas vasculares. Ao contrário das varizes, os vasinhos não fazem relevo na pele.
As veias reticulares são um pouco mais grossas, azuladas ou esverdeadas, e muitas vezes ficam ao lado dos vasinhos, como a veia que os alimenta. Na classificação CEAP, vasinhos e veias reticulares formam a classe C1, a mais leve da doença venosa crônica, explicada no guia de tratamento de varizes.
Os vasinhos são muito comuns. O Escritório de Saúde da Mulher do governo dos Estados Unidos (abre em nova aba) informa que eles podem afetar mais da metade das mulheres e que, na maioria das vezes, não causam problemas de saúde. Homens também têm vasinhos, e o artigo sobre varizes em homens trata dos cuidados para eles.
Por que os vasinhos aparecem nas pernas?
Os vasinhos surgem quando as válvulas e as paredes de pequenas veias superficiais perdem eficiência e o sangue se acumula. As pernas concentram o problema porque as veias delas levam o sangue de volta ao coração contra a gravidade, no trajeto mais longo do corpo, como explica o Escritório de Saúde da Mulher dos Estados Unidos (abre em nova aba). Estes fatores aumentam a chance de ter vasinhos:
- Hereditariedade: ter pais com vasinhos ou varizes aumenta a chance.
- Hormônios: o estrogênio, inclusive o de anticoncepcionais e da reposição hormonal, pode favorecer o aparecimento.
- Gestação: o volume de sangue aumenta, e novos vasinhos podem surgir a cada gravidez.
- Idade, excesso de peso e longos períodos em pé ou sentado.
- Calor prolongado, que dilata as veias, segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde (abre em nova aba).
Depilação e salto alto causam vasinhos?
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (abre em nova aba) afirma que não existe relação estabelecida entre a formação de varizes e depilação, uso de salto alto ou carregar peso. A relação com os hormônios é detalhada nos artigos sobre anticoncepcional e circulação e reposição hormonal e varizes.
Quando os vasinhos são só estéticos e quando há doença venosa por trás?
Na maioria das pessoas, os vasinhos são uma questão estética: costumam não doer, não causar inchaço e não trazer problemas de saúde. A Biblioteca Virtual em Saúde (abre em nova aba) descreve as minúsculas ramificações avermelhadas nas pernas como casos que costumam não ter sintomas e provocar apenas desconforto estético.
Em parte dos casos, porém, uma veia doente mais funda alimenta os vasinhos. A diretriz brasileira de doença venosa crônica da SBACV (abre em nova aba) registra que pacientes com vasinhos e veias reticulares podem ter refluxo nas veias safenas em 40 a 50% dos casos, o que pode mudar a decisão sobre o tratamento. Estes sinais pedem investigação:
- Peso, cansaço, ardor ou inchaço nas pernas no fim do dia.
- Varizes com relevo junto dos vasinhos.
- Vasinhos que voltam rápido depois de aplicações anteriores.
- Manchas escuras, coceira ou eczema na pele das pernas.
- Um leque de pequenas veias perto do tornozelo, que pode indicar doença venosa mais avançada.
Quando o ecodoppler entra na avaliação dos vasinhos?
Diante desses sinais, o angiologista pede o ecodoppler venoso de membros inferiores, feito na própria Angiomaster. A diretriz da SBACV recomenda o dúplex scan como ferramenta inicial de diagnóstico também em quem tem só vasinhos e veias reticulares. Se houver refluxo, o tratamento da veia de origem costuma vir antes ou junto do tratamento dos vasinhos.
Quais são as opções de tratamento de vasinhos em Águas Claras?
O tratamento de vasinhos em Águas Claras, na Angiomaster, segue três caminhos principais: a escleroterapia química, o laser transdérmico e a combinação dos dois. Para veias reticulares maiores e varizes associadas, entra a escleroterapia com espuma. A escolha entre laser ou escleroterapia depende do calibre e da cor dos vasos, do tipo de pele, de alergias e da sua preferência.
| Opção | Como age | Para quais vasos | Pontos de atenção |
|---|---|---|---|
| Escleroterapia química | Medicação esclerosante injetada com agulha fina fecha o vasinho | Vasinhos e veias reticulares menores | Manchas acastanhadas temporárias são o efeito indesejado mais comum; não é feita na gravidez |
| Laser transdérmico | Luz aplicada sobre a pele aquece o sangue do vaso e o fecha | Vasinhos e microvarizes finas | Resultado varia com o tipo de pele e o calibre do vaso; pede proteção solar |
| Laser combinado com escleroterapia | Une a luz e a medicação na mesma estratégia | Vasinhos de calibres diferentes ou que responderam pouco a uma técnica | Evidência ainda limitada a séries de casos; indicação individual |
| Escleroterapia com espuma | Espuma de polidocanol fecha veias de maior calibre | Veias reticulares maiores e varizes que alimentam os vasinhos | Pode ser guiada por ultrassom; pede avaliação do refluxo antes |
Escleroterapia química para vasinhos
A escleroterapia química é a aplicação clássica: uma medicação esclerosante é injetada dentro do vasinho com agulha muito fina, e o vaso se fecha e é absorvido nas semanas seguintes. A diretriz da SBACV recomenda a escleroterapia química líquida para a classe C1 e aponta a hiperpigmentação (manchas acastanhadas) como o efeito adverso menor mais comum.
Laser transdérmico para vasinhos
O laser transdérmico dispara uma luz que atravessa a pele e é absorvida pelo sangue do vasinho, que aquece e se fecha, sem agulha e sem medicação. A diretriz da SBACV recomenda o laser para a classe C1, principalmente nas telangiectasias, e destaca que ele permite tratar lesões em que a escleroterapia não é possível. A mesma diretriz observa que os resultados variam conforme os parâmetros usados e o comprimento de onda do aparelho.
O Escritório de Saúde da Mulher dos Estados Unidos (abre em nova aba) informa que o laser trata vasinhos e varizes menores que 3 milímetros e que várias sessões podem ser necessárias. O número de sessões e o intervalo entre elas estão no artigo sobre sessões de laser transdérmico.
Laser e escleroterapia combinados
A combinação usa o laser e a medicação na mesma estratégia para vasinhos de calibres diferentes ou que responderam pouco a uma técnica isolada. A diretriz da SBACV sugere essa associação para a classe C1, mas observa que os estudos ainda se restringem a séries de casos. O artigo sobre escleroterapia com laser explica o que esperar da sessão.
Espuma para veias reticulares maiores
Quando os vasinhos são alimentados por veias reticulares calibrosas ou por varizes, a escleroterapia com espuma densa pode fechar essas veias, com ou sem guia de ultrassom. Tratar a veia que alimenta a rede de vasinhos costuma fazer parte do plano, e o artigo sobre tipos de aplicação de varizes compara as técnicas lado a lado.
Quantas sessões e quais cuidados o tratamento de vasinhos exige?
O número de sessões depende da quantidade de vasinhos, da extensão das áreas e da resposta de cada organismo, e só é estimado depois da avaliação. Em geral são feitas algumas sessões, com intervalo de semanas, e o vasinho tratado clareia aos poucos. O Escritório de Saúde da Mulher dos Estados Unidos (abre em nova aba) lembra que a escleroterapia pode exigir várias aplicações e que o vaso costuma esmaecer em algumas semanas.
Os cuidados entre as sessões são simples, mas fazem diferença no resultado e no risco de manchas:
- Evite sol direto nas áreas tratadas nas semanas seguintes e use protetor solar.
- Siga a orientação sobre meia de compressão: a diretriz da SBACV sugere a compressão depois do tratamento de pequenos vasos, mas reconhece que o benefício ainda é discutido.
- Não use pomadas, arnica ou outros produtos por conta própria: a diretriz da SBACV não recomenda medicamento tópico de rotina depois do tratamento de vasinhos.
- Adie exercícios intensos, sauna e banho muito quente pelo tempo orientado.
- Avise a equipe se surgir ferida, dor forte, vermelhidão que aumenta ou inchaço na perna.
Quais são os riscos do tratamento de vasinhos?
Os efeitos indesejados mais comuns são hematomas, manchas acastanhadas temporárias e pequenos vasinhos novos ao redor da área tratada. Feridas na pele, alergia à medicação e trombose são raras. A diretriz da SBACV registra que complicações graves, como acidente vascular cerebral, são raras na escleroterapia, enquanto enxaqueca e alterações visuais são relatadas com mais frequência.
A escleroterapia não é feita durante a gravidez nem na amamentação. Quem já teve trombose, usa anticoagulante ou tem alergia ao esclerosante precisa de avaliação cuidadosa antes de qualquer sessão.
Dá para prevenir o aparecimento de novos vasinhos?
Não é possível impedir todos os vasinhos, porque hereditariedade, idade e gestações não dependem de você. O Escritório de Saúde da Mulher dos Estados Unidos (abre em nova aba) afirma que exercitar as pernas e perder o excesso de peso podem ajudar a evitar que novos vasinhos se formem. O tratamento dos vasinhos atuais não impede o surgimento de outros com os anos.
- Caminhe e movimente as panturrilhas ao longo do dia; o artigo sobre caminhada e circulação das pernas traz orientações práticas.
- Intercale longos períodos em pé ou sentado com pausas para andar.
- Eleve as pernas ao descansar.
- Evite calor intenso e prolongado nas pernas, como sauna e banhos muito quentes.
- Converse com o médico antes de iniciar anticoncepcional ou reposição hormonal se você tem tendência a varizes.
Vale reavaliar as pernas depois do tratamento?
Quem já tratou vasinhos se beneficia de reavaliações periódicas, para cuidar cedo dos vasos novos e conferir se não surgiu refluxo nas veias maiores. Para dúvidas práticas sobre a aplicação, veja as respostas sobre escleroterapia.
Como começar o tratamento de vasinhos na Angiomaster?
A Angiomaster atende no térreo do Albany Medical Center, na Rua 5 Norte, Lote 3, Sala 2, em Águas Claras, Brasília (DF), de segunda a sexta, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 12h. O primeiro passo é a consulta com um dos angiologistas do corpo clínico, que examina as pernas e define se o ecodoppler é necessário antes das sessões.
Quando o objetivo é apenas estético, o plano de saúde pode não cobrir o tratamento; quando há doença venosa e indicação médica, valem as regras do contrato e do Rol da ANS. Confira os convênios atendidos, marque a avaliação pelo WhatsApp ou na página de agendamento de consulta e conheça os demais procedimentos vasculares da clínica.
Perguntas frequentes
Vasinhos nas pernas são sinal de problema de circulação?
Nem sempre. Na maioria das vezes são só estéticos, mas em parte das pessoas há refluxo nas safenas por trás. Sintomas como peso e inchaço ou vasinhos que voltam rápido pedem avaliação com ecodoppler.
Como escolher entre laser e aplicação para os vasinhos?
Depende do calibre, da cor dos vasos e da sua pele. A aplicação (escleroterapia química) atua em vasinhos e veias reticulares menores, e o laser é uma alternativa sem agulha, útil quando a escleroterapia não é possível. Muitas vezes as duas técnicas se completam no mesmo plano.
Quem tem medo de agulha consegue tratar os vasinhos?
Sim, em muitos casos. O laser transdérmico fecha os vasinhos com luz, sem agulha e sem medicação injetada. A indicação depende do tipo de vaso e de pele, avaliados na consulta.
Homens também podem tratar vasinhos nas pernas?
Sim. Os vasinhos são mais comuns em mulheres, mas também aparecem em homens, e as opções são as mesmas: escleroterapia química, laser transdérmico ou a combinação dos dois. A avaliação segue os mesmos passos, com exame das pernas e, quando necessário, ecodoppler.
Onde tratar vasinhos em Águas Claras com angiologista?
Na Angiomaster, no térreo do Albany Medical Center, na Rua 5 Norte. A clínica faz escleroterapia química, laser transdérmico e escleroterapia com espuma, e o ecodoppler venoso na própria unidade, quando necessário.
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